A Fantástica e Maravilhosa Promethia!

 O local não foi escolhido ao acaso.

Os montes por onde outrora a cidade de Veii se estendia estavam minados de túneis, feridas abertas deixadas pela conquista Romana. Podem ter-se passado séculos, mas a oportunidade de cicatrizar continuou a ser negada à cidade.

Veii já foi a mais rica comunidade da Liga Etrusca, talvez de toda a península. A primeira entre iguais, maestros de cultura e finanças. Ninguém esperava que os Gauleses derrotassem as “gentes civilizadas.” Ninguém esperava que a escumalha dum local chamado Roma se libertasse. Mesmo após a cidade ser tomada, todos esperavam que os Romanos abandonassem os seus queimados e imundos esconderijos nas colinas e se deixassem assimilar pela grandiosa cultura Etrusca.

Ninguém esperava a teimosa determinação dos cidadãos de Rómulo, esventrando Veii e esquartejando tudo o que ela tinha de bom, usando a sua carcaça pedra a pedra para oferecer a Roma uma segunda fundação.

Veii já não era o centro do mundo, porque é que afluentes e aborrecidas elites se iriam sequer importar em reconstruir Veii? Eles mudaram-se para Roma e alem, levando com eles qualquer hipótese que a cidade tinha de renascer.

Ninguém que espera alguma coisa escolhe Veii; ninguém escolhe Veii. Apenas os mais desesperados dos deprimidos, pobres e pessoas que no primeiro momento que têm uma peça de prata partem para mais auspiciosas favelas.

Isto não quer dizer que nada cresça no meio dos esgotos negligenciados por séculos, poços envenenados, edifícios arruinados, matilhas de cães selvagens e aquedutos entulhados. Uma colheita em particular acha este solo fértil o suficiente.

Descontentamento.

E assim a reunião aconteceu. Figuras encapuçadas juntavam-se lentamente numa enorme câmara subterrânea, criada não por engenharia intencional, mas sim pelo colapso de dois grandes túneis. Estar tão próxima de Roma fez de Veii o esconderijo perfeito para aqueles que tencionavam enterrar uma faca no seu ventre lupino.

Eles apresentavam-se como uma multitude púrpura, se um se sentisse simpático ou daltónico. Se alguém tivesse de viver em Veii tinha de se contentar com as mais baratas das tintas, e alguns provavelmente limitaram-se a manchar os seus trapos no sangue de algo ou alguém. A discussão estava viva e saudável, barris de pez rebolando ao sabor dos argumentos, procurando a metafórica fagulha. Apenas precisavam de um bom pontapé e um alvo.

- Quantas mais vezes temos que cobrir este assunto? O Templo de Saturno é demasiado seguro, é impossível de roubar. São demasiado burros para entender qual é o problema com ele? Está no meio do Fórum – ele gritou à esquerda e à direita, pontuando com mais uns murros.

- Mas temos de continuar a tentar! - Alguém na frente gritou de volta; o barbudo agarrou-o pela ponta do capucho e deu-lhe um valente abanão.

- É a terceira vez este mês que algum idiota tentou. Todos têm a mesma brilhante ideia; todos pensam que vão ser aquele que vai conseguir. Os magistrados estão distraídos, eles nunca me irão notar. Os Corvos e as Águias são uma coisa do passado, eu sou mais forte, rápido e esperto que qualquer Romano. Toda a gente importante está no Norte com as legiões, eu posso permitir-me ser incauto, parvo e estúpido. A mera arrogância. Existe alguém entre os presentes que é assim tão cego? Que dê um passo à frente, se querem assim tanto ser usados como alvos de treino para relâmpagos eu posso tornar os vossos sonhos realidade.

- M-mas Grão Veiente, não podemos libertar os nossos irmãos sem dinheiro! Os Cartagineses já não querem saber mais de nós desde o fiasco Siciliano, por mais que tinjamos os nossos capuchos. - Uma voz dissidente segura nas traseiras respondeu, recebendo palavras e acenos concordantes dos seus vizinhos. - Podemos apenas lidar com piratas, e eles sabem exatamente o quanto nós precisamos deles. Eles continuam a aumentar os preços e não mostram intenções de parar. Precisamos do Tesouro que a avareza Romana ganhou. Não temos outra escolha.

Um longo e exasperado suspiro.

- Ponham algo nessa vossa cabeça dura – o barbudo apertou os seus punhos um contra o outro. - A não ser que vocês possam empunhar o poder de Tinia ou resistir a uma descarga elétrica, vocês não estão prontos nem para roubar uma latrina no Palatinato. Esqueçam a cidade de Roma por completo. Eu ponderei sobre isto por um longo tempo e encontrei uma alternativa.

O Grão Veiente atirou uma moeda de prata na direção de alguns dos murmúrios rebeldes nas traseiras.

- O que é isto? - Um deles perguntou, pegando nesta. - É suposto significar algo para nós? Parece ser apenas uma moeda Romana-

- Errado! - Gritou o Grão Veiente. - O que é importante é o quão pouco Romana a moeda é! Romanos não fazem moedas, Romanos usam moedas. Esta, assim como todas as outras, são minadas no Sul e cunhadas ou na Sicília ou numa das colónias gregas. Como tudo vem do exterior, tudo o que temos que fazer é intercetar a prata antes que esta chegue a Roma.

- Isto deve ser ainda mais perigoso do que assaltar o Templo de Saturno – apontou uma das mulheres enquanto ajustava o seu capuz. - Qualquer carregamento de moedas vai ser fortemente guardado, a rota e o horário um segredo bem mantido. Eles não vão enviar nenhuma força auxiliar em que não estejam seguros da sua lealdade absoluta, dificultando as nossas tentativas de infiltração ou coerção.

Isto pareceu deixar o barbudo satisfeito.

- Finalmente alguém que pensa nos seus planos. Está correta, sob circunstâncias normais esta seria uma fútil tentativa. Contudo, conseguimos obter uma arma secreta. - O Grão Veiente assinalou na direção de alguém fora da câmara, um miserável meio-morto, pernas e braços enfaixados que cobriam as queimaduras, mas nada faziam em relação ao fedor dos unguentos que tentavam debilmente salvar-lhe a vida. - Este nosso irmão conseguiu obter uma benesse no último fiasco. Durante o assalto falhado, eles tropeçaram numa Vestalis que pregava alguns anúncios públicos e editos oficiais. Sem um guarda-costas Lictor, foi fácil tomá-la como um valioso refém.

- Onde está a Vestalis? - Um rebelde inquiriu. - Nem sequer precisamos de roubar alguém, podemos exigir uma troca de prisioneiros!

- Uma Triunfante levou-a para longe dele antes que pudesse tirá-la do Templo, estupidamente deixando o nosso irmão escapar. Ele não voltou de mãos a abanar, pois tirou algo à Vestalis.

O Greão Veiente revelou um anel sinete contendo o símbolo de uma chama protegida por um arco.

- Apenas os cônsules reinantes podem encomendar a cunhagem de uma nova fornalha de moedas, e como qualquer outro documento oficial emitido pelo Senado e Povo de Roma, tem que ser notariado, certificado e arquivado pelas sacerdotisas do Templo de Vesta. Os deuses apoiam os nossos empreendimentos, pois encarregaram-se de arrastar Gaius Atilius Regulus para o Submundo. - Outra passagem mostrando o anel. - Com este anel podemos forjar uma carta do velho cônsul, preparada e enviada antes da sua inesperada morte. Nesta ele encomenda mais moedas para ajudar com o esforço de guerra e estabelece instruções bastante exigentes de como a entrega deve ser feita e a identidade dos membros da escolta. Não é preciso dizer que estes vão ser nossos irmãos.

- Uau! Isso tudo é bastante impressionante! - Outra voz feminina interrompeu-o. Todos começaram a olhar em volta, procurando pelo dono da voz. Encontraram uma pequena mulher cheiinha, que de algum modo tinha escapada a atenção até este momento. Apesar dela estar vestida com um fantástico capuz e capa, que por acaso estavam tingidos com um intenso e caro pigmento. - Isso realmente podia funcionar! Eu tenho que admitir, aqui estava eu, assumindo que vocês eram todos um bando de idiotas. Eu devia saber melhor que subestimar os outros.

- Identifique-se! - O barbudo exigiu. - A mulher obedeceu, a visão revelada incomodando todos à sua volta. O líder recuou alguns passos, os seus olhos pintando-lhe a gentil face enrugada de uma anciã.

- Mãe?

O gentil sorriso tornou-se cínico e malévolo, a intrusa atirando o seu capuz na direção do Grão Veiente, fazendo o seu manto descrever um largo círculo, abrindo um caminho. Os terroristas aparentavam estar em estado de choque, incapazes de fazer algo para além de demonstrar surpresa e horror.

- O que é que tu estás a fazer aqui?

- Não, não, não podes ser…

- O que é isso que trazes vestido?

Cada um deles parecia reagir como se tivesse visto alguém diferente, mas sempre familiar, cedendo ao caos e falhando em apresentar uma resposta unificada. Rindo-se perante a sua falta de disciplina, o intruso escapou do centro da câmara e revelou-se em toda a sua glória ao Grão Veiente, tocando no seu nariz com o indicador e o dedo do meio enquanto piscava o olho esquerdo.

Comparando notas depois do evento, nenhum dos presentes iria recordar-se da mesma impressão física da mulher. Contudo, todos eles iriam concordar no que ela tinha vestido. Uma túnica azul e branca não longa o suficiente para todas as mulheres identificadas, mostrando bastante perna e deixando os braços descobertos enquanto abraçava gentilmente o pescoço. O elemento mais curioso era o seu pesado e inconveniente cachecol, um focale militar de um vivido vermelho escuro.

Os terroristas paralisados finalmente reagiram, despertados pelos furiosos comandos do seu líder.

- Isto é um truque! É um deles! TRIUNFANTE! Não a deixem fugir destes túneis.

- Venham daí, rapazes – a invasora convidou. - Eu ficarei desapontada se alguém escapar as minhas atenções.

- Apanhem-na!

Ela não demonstrou nenhum terror, nem tentou assumir uma postura defensiva ou evadir o círculo de atacantes. Tudo o que ela fez foi descer os braços num arco brusco, a pura torrente de poder fazendo-a levitar alguns milímetros do chão. As roupas do mais próximo entraram em chamas, enquanto a pele exposta de outro sofria como se água fervente tivesse sido derramada. Isto fez os outros terroristas hesitar. Contudo, eles não podiam adivinhar que estes eram meros efeitos colaterais do poder despoletado; ela não perdeu tempo reagindo às suas incompetentes investidas. A mulher novamente ergueu os braços e baixou a sua cabeça, olhos semicerrados e pestanejando furiosamente. Uma coroa fragmentada de luz descreveu um arco sobre a sua cabeça. O próprio ar pareceu secar, como se toda a humidade subterrânea tivesse sido sugada dos túneis.

Os braços desceram novamente enquanto a mulher descrevia uma pirueta sobre si mesma.

Uma onda extremamente precisa de calor inundou os túneis, ativando os instintos primordiais dos terroristas. Eles fugiram, atropelando-se e tropeçando uns sobre os outros. À medida que a sua força era sugada, um a um cederam à inconsciência.

Tocando o chão, a mulher abanou a cabeça, desapontada.

- Isto é bastante anti climático – ela fez beicinho, agarrando um capuz. Beliscou-o, a tinta manchando os seus dedos e o tecido rasgando-se. - Que embaraçoso, tinha que provocar uma luta com estes pesos-leves.

Encolheu os ombros. Foi um bom teste às suas habilidades. Tudo o que precisava era recuperar o que procurava em Veii e a sua primeira saída podia ser considerada um sucesso absoluto.

O Grão Veiente tinha caído juntamente com os outros, o anel sinete esquecido a um metro dele. À medida que que a mulher se agachava para o apanhar, sentiu movimento atrás de si. Tentou erguer-se e rodopiar a tempo mas, encontra-se frente a frente com o líder barbudo. Uma rápida cabeçada brutal deixou-a tonta, mas ela apertou os seus dedos em redor do anel, recusando-se a perdê-lo. Todo o mundo se tornou em dor e cheiro a sangue. O seu oponente ergue-a com uma só mão, apertando-lhe o queixo e empurrando-a contra a parede. Ela lutou e pontapeou-o, numa débil tentativa que falhou em libertá-la.

- A sério? Deves ser a mais fraca Triunfante que conheço. Não és nada mais do que truques baratos – o Grão Veiente rosnou. - Isto é exatamente o que esperava dum Romano. Eu não sei se és uma mulher ou não, mas usar essa face não te vai salvar. O que é que a tua gente diz? Ah, sim. Memento Mori.

Enquanto o homem ganhava balanço para desferir um murro avassalador, a mulher enterrou os seus dentes na mão que a segurava, forçando uma libertação. O punho embateu contra a parede, entulho e sujidade cobrindo os dois. Tentando recuperar o fôlego, ela tentou ganhar alguma distância. O líder dos terroristas riu-se e agarrou as pontas do seu cachecol, puxando-a com tanta força que o seu pescoço quase se partiu como um galho ressequido.

- Antes tinha que ser-se alguém especial para incarnar os mitos e receber um Triunfo. Eu estou surpreso por alguém conseguir despertar uma fagulha divina e continuar a ser tão frágil” o Grão Veiente declarou. - Parece que um mau recipiente arruína até as melhores uvas. A tua nauseabunda cidade não podia ter enviado um campeão mais apropriado.

Obrigou a mulher a voltar-se. A única pista do que iria acontecer foi o revirar dos seus olhos. Um jato de chama foi a resposta aos insultos, pegando fogo às suas roupas e queimando muito do seu torso. À medida que o homem lutava para evitar um abalo sistémico, ela apagou as pontas chamuscadas do seu cachecol. Finalmente livre, ela agachou-se sobre o Grão Veiente.

- Segue em frente, loba. Reclama o teu troféu. Vá-se embora.

A Triunfante colocou a sua sandália contra a face barbuda do terrorista, apertando a sua cabeça contra o chão. Prosseguiu com uma elaboração da sua posição.

- Compreende porque não é nada? Eu preciso que entenda antes que possa ir-me embora – ela pronunciou numa voz suave, recusando-se a ceder ao chamamento da fúria ruidosa.

- Por causa de vocês. Vocês tiraram-nos tudo.

- Não, vocês ofereceram. Atiraram tudo, implorando que outros pegassem naquilo que vocês desperdiçavam. Se não fossemos nós, outros o teriam feito. E mesmo que vocês o recuperassem, iriam desperdiçar e abdicar das suas bênçãos. Novamente. E como é que eu sei isso? Porque você é uma pequena e triste criatura que acredita que evitar usar força é uma demonstração de fraqueza. Você vê-nos como tiranos, mas não se quer libertar do nosso jugo; você apenas quer substituir-nos.

Mesmo enquanto lutava pela sua vida, o Grão Veinete soltou uma gargalhada.

- Isto é pura simplesmente precioso. Pensa que ganhou.

Ela franziu o sobrolho.

- Não estamos na vossa república, loba. Pensa que precisamos de cheirar os cus uns dos outros até chegarmos a um consenso? Eu não quero saber nem preciso da opinião destes idiotas! Eu não estive parado a segurar o anel sinete. A carta foi forjada, os homens escolhidos e o plano já está em curso.

Ela apertou os olhos enquanto aplicava mais pressão com o pé.

- Isto pode acabar já aqui.

- O que aconteceu a evitar o uso de força? - Ele lamentou-se.

- Da posição onde estou? Não seria preciso muita força.

- Siga em frente. Mostre aos pastores o quão esfaimados os lobos estão – o terrorista balbuciou, incapaz de manter os seus olhos abertos. - Deixe que eles comecem a temer perder mais ovelhas, deixe que eles se usem para caçar lobos.

- Que perda de tempo...

A mulher voltou-se e partiu, tentando encontrar um caminho para fora dos túneis. Claro que tinha que ser túneis; nada bom acontece debaixo do chão.

Quase lá. Já conseguia ver a luz. Era um dia tão belo, porque é que eles insistiam em torná-lo miserável escondendo-se aqui em baixo?

- Você tem que passar a ter mais atenção ao que a rodeia – uma voz que a perseguia apontou.

A Triunfante voltou-se para encontrar outra mulher, suando enquanto se apoiava nas paredes do túnel.

- Eu reconheço-a! Você é aquela que disse algo realmente inteligente!

- Esqueça isso – a mulher aproximou-se, um olhar inquisidor na sua face. - Porque é que você se parece comigo? É suposto eu parecer assim? Eu não estou a imaginar coisas, certo? Essa é suposto ser eu.

- Bastante esperto, não acha? - A Triunfante deu uma leve sacudidela e piscou o olho. - Eu queria ser uma inspiração.

A outra manteve-se silenciosa sobre o quão inquietante a pantomina era na realidade.

- Certo. Isso. Esqueça, eu segui-a porque ouvi o que disse – a face da Triunfante radiou um entusiasmo caso infantil, olhos esperando ansiosamente. - Isto é um modo de fazer as coisas diferente daquele a que estou habituada; esta não é a brutalidade e opressão que aprendi a esperar do vosso lado. Quando eu vi o Grão Veiente agarrá-la, ficou marcada em mim o quão natural foi para ele agredi-la; o fato que você é Romana não me ocorreu até mais tarde, inconsequente. Os nossos grupos estão cheios de gente assim. Eu sempre senti que havia modos alternativos de fazer isto, que não é suposto escalar a selvajaria entre conflitos.

A Triunfante abriu os seus braços como se a fosse abraçar, contudo esta recuou, mãos erguidas.

- Não quero que haja um mal-entendido. Eu continuo a odiar a vossa gente; Veii ainda é uma ruína. O Grão Veiente tinha razão quando disse que tínhamos que unir forças para acabar convosco. Eu não sou seu cliente, eu não sou sua amiga, eu sou alguém que chegou à conclusão que se queremos estar contra Roma precisamos de oferecer algo para além de um tirano substituto – estendeu os braços, ao mesmo tempo que expunha o pescoço. - Talvez não fosse isto que você tencionasse inspirar. Talvez me deva queimar aqui e agora.

A sua própria face usada por outra ganhou uma expressão séria.

- Como te chamas?

- Aritimesia – ela respondeu, desafiante.

- Você sabe que algo de errado se passa com o mundo e você está a tentar trazer mudança. Estou contente por si, Aritimesia. Desejo-lhe toda a Fortuna do mundo.

A Triunfante trepou de volta à luz, um sentimento profundo de terror remexendo-se no seu estômago. Ela sentiu que estava a cometer uma terrível asneira.

- Tarentum.

Voltou-se uma última vez, de volta à mulher ainda encoberta por sombras.

- Se ele enviou a letra a algum lado, foi a Tarentum. Sugiro que comece a sua busca lá.

Uma troca de acenos, ambas questionando-se sobre o futuro.