Em Paz com Tirania

Este é um comentário de autor sobre "Quando Gaius Attilus e Titus Manlius eram Cônsules. Pode ler a história aqui.

Eu sabia que ela ia ser problemática no momento em que ela entrou no meu Forum.

O que é que ela fez para merecer tamanho ódio?

Exactamente o que é que ela tenciona mudar e porque é que existe tamanha resistência? Afinal, mudança tem sido comum em Roma recentemente; por outro lado, demasiado tem mudado em Roma.  

A Guerra com Cartago testou o povo Romano como nenhum outro conflito o fez. Roma sempre viu a sua guerra perpétua como um confronto contra forças que tentavam engoli-los roubar-lhes da sua liberdade - um escudo contra perigos internos e externos. Reis Etruscos, Chefes Celtas, Iguais Italianos, Hegemons Gregos: as faces de Tirania e Caos que exigiam violência em resposta. 

Um não pode aplicar essa mentalidade a Cartago; justificar o envergo em tão custosa guerra contra outro poder democrático amante de liberdade custou muito à alma de Roma.

É natural que o Senado e as Gentes queiram avançar para além desta guerra, tentar aceitar paz. Contudo, um deve perguntar-se: que paz é esta? Uma que requer que Roma ignore os déspotas e vilões que exploram aqueles à sua porta? Uma que é apenas um modo conveniente de evitar instrospeção que revele o cancro que cresce dentro da Cidade?

Foi por isso que ela voltou, esta mulher que tenciona quebras as Correntes de Paz e abrir os Portões de Janus.

Pegando no meu storyboard para esta história, penso que nenhum outro momento pode representar quem ela é do que este: