DECLARAÇÃO DE MISSÃO

O objectivo que propussemos a nós mesmos pode ser resumido a contat histórias sobre os "Heróis da República," através e usando o potencial de diversas formas de media de modo a oferecer a melhor experiência para uma abrangente audiência.

Para nós, Contar Histórias importa mais que tudo. Se apoiar ou pagar por material dos "Heróis da República", queremos que saiba que praticamente a totalidade dos fundos irá para manutenção, recursos e pagar para artistas e criar mais material, criação de novo material assim com tentativas de manter a maioria do conteúdo grátis e de livre acesso para todos os fans dos "Heróis da República."

Este é algum do tipo de contéudo que tencionamos oferecer a algum ponto no futuro:

Narrativa Clássica:

Narrativa escrita: 

Cápitulos apresentando histórias sobre "Heróis da República" individuais, juntamente com contos episódios vão ser o nosso principal conteúdo. Uma vez que este meio de narrativa consome poucos recursos, é nossa esperança que consigamos produzí-lo de modo consistente e o material predominante.

Media Visual

Quer sobre a forma de arte gráfica que suplementa a escrita abstrata ou sobre a forma híbrida de banda desenhada e vinhetas, esperamos tornar "Heróis da República" numa experiência mais rica e inclusiva. Estes projectos requerem treino, equipamento e comissões de verdadeiros artistas com provado talento; não prometemos conseguir tornar estas ideias realidade sem apoio e patronagem.

Narrativa Moderna:

Podcasting e audio-produções: 

A única coisa entre nós e um programa de rádio regular é um modesto investimento e um engenheiro de som. Sempre foi a ideial tornar alguma forma de audio parte da linha dos "Heróis da República", quer num podcast sobre o processo criativo/tópicos casuais, música ou até dramatizações aúdio.

Narrativa cooperativa 

Nenhuma outra forma de narrativa consegue oferecer a experiência de role-playing: as barreiras e distinções entre autores, audiência e narrativa são obliteradas, deixando apenas uma criação cooperativa, duradoura e única aos envolvidos na sua concepção. Esperamos offerecer experiências narrativas que lhe permitam consumir "Heróis da República" de um modo pessoal que nenhum outro media lhe poderia permitir; de facto, o mini-jogo "Historiográfia" visa comentar e explorar o que significa experimentar "Heróis da República".

Agenda 

Nenhum plano sobrevive contacto com o inimigo. Tenha em noção que esta é uma estimativa bastante optimista sobre o que podemos fazer sem novas contribuições, contratações de pessoal, patronagem e com o grosso do nosso esforço sendo part-time apaixonado.

Num bom mês esperamos oferecer: 

  • Uma nova história sobre as aventuras de um ou mais dos "Heróis da República";
  • Um artigo sobre as inspirações históricas, reais e fictícias da história, assim sobre temas ainda relevantes no mundo moderno;
  • Um artigo elaborando mais sobre o mundo, focado em particular em responder questões que possam emergido da história actual;
  • Partilhar convosco alguns dos meus gatafunhos que fazem parte do meu storyboard privado, ou, apresentar comissões representando importante cenas;
  • Construir em frente: pegando no que já existe, falar sobre o que funcionou, o que eu esperava conseguir, tudo para sentir o pulso dos fãs e saber mais do que eles esperam ver no futuro.

 

 

FAQ

Porquê Romanos? O que interessa a mim ou a alguém falar sobre gente que viveu e morreu faz dois milhares de anos? Nada do que eles fizeram tem impato no meu dia-a-dia ou no de qualquer pessoa que eu conheça.

 

O ponto foi feito por pessoas mais inteligentes do que eu, que apesar de os Romanos não nos podem diretamente ensinar muito, nós podemos aprender muito sobre a maneira como eles interagiam uns com os outros e com o universo em que se inseriam.

O que torna a civilização Romana uma placa de Petri tão interessante para o estudo da natureza humana – ou para ser mais preciso e honesto, da nossa sociedade global do séc. XXI, - é ser das poucas civilizações que se aproxima da nossa sem carregar bagagem de outras civilizações que na grande escala cronológica da história humana ainda estamos demasiado próximos para ser objetivos. Foi apenas com o advento da industrialização que muitos dos problemas, desafios e ideiasfamiliares para os Romanos voltaram a fazer parte da vida de uma grande parcela da população.  Contudo, todas as civilizações erguidas pela revolução industrial estão a emergir de um processo de transformações que ainda são consequências da Primeira Guerra Mundial, todo o séc. XIX um prelúdio para o mundo que temos hoje em dia.

Existe um certo snobismo moderno de que nós vivemos na melhor das possíveis eras, que todos aqueles que vieram atrás de nós eram ignorantes, supersticiosos e incapazes dos nossos feitos; nós merecemos este mundo e não temos que agradecer a ninguém pelo que temos. Quão depressa nos esquece-mos que tudo o que nós podemos fazer hoje foi construído com o sangue e suor de centenas de gerações, e que nós não somos inatamente superiores aos nossos antepassados. Não existe nenhuma diferença biológica significativa entre qualquer ser humano nascido hoje em dia e um nascido em qualquer canto do mundo dois mil anos atrás; nós não evoluímos por mera virtude da passagem do tempo. Se realmente ambicionamos ser mais do que os que vieram atrás de nós, temos de contemplar o nosso trajeto e decidir como nos podemos tornar numa melhor gente.  

Uma honesta avaliação das nossas sociedades é impossível no momento; contudo, as lições que podemos aprender com estas análises servem-nos neste momento. As sociedades, cultura e progresso podem voltar para trás; algo terrivelmente fácil de acontecer se nos esquecermos disso.

Felizmente para nós, podemos examinar uma sociedade multi-étnica, multi-cultural, que operava numa escala global; uma civilização com dois grandes blocos milenares, com uma das historiografias mais detalhadas antes do advento da era moderna. Uma civilização que ao mesmo tempo que campeava pelas causas de liberdade, justiça social, segurança interna e externa sofria crises e falhava terrivelmente nos objetivos que tanto valorizava e almejava alcançar. Com um complexo mundo político e um grande elemento cívico, onde apesar da existência de oligarcas e tiranos o povo de uma forma ou outra encontrava um modo de se fazer ouvir. Outra sociedade preocupada com o balanço entre autoridade civil e militar, assim como os papeis das duas interagiam. Uma sociedade onde os seus membros se preocupavam com coisas tão modernas como reformas e leis que dividem a sociedade nos que têm e nos que não-têm, segurança social, identidade sexual e racial, liberdade do indivíduo e privacidade contra a segurança do estado, a legitimidade de ignorar lei e constituição na perseguição de terroristas, uma civilização com uma impressionante disseminação de cultura e letras que partilhava uma intrigante cultura popular, etc.

Existem outras civilizações tão ou mais multi-culturais, multi-etnicas e complexas do que Roma; no entanto, entre o meu gosto pessoal e o rico e detalhado legado de historiadores e artistas através dos séculos, poucas sociedades antigas cativam e estimulam a minha imaginação como Roma.

Roma é uma ideia, um elo sem interrupções entre o Homem moderno e o seu glorioso e aterrador passado.

 

Certo. Eu percebo o que torna Roma um bom modelo de estudo. Mas super-heróis porquê?

 

O conceito de super-herói é dos mais maravilhosos frutos da cultura popular moderna. Heróis e heroísmo são conceitostão antigos como agricultura, uma modo de transmitir ensinamentos e explorar ideias usas as duas grandes forças do exagero e abstração; projetando os nossos anseios e identidade sobre a forma de figuras maiores-que-a-vida, tornamos o mundo mais simples e narrativo, uma simulação por qual tiramos lições de vida e aprimoramos a nossa criatividade, moralidade e empatia.

Heróis e super-heróis vêm em todas as formas e feitios, contudo, todos eles, desde Gilgamesh até Deadpool possuem algo em comum: eles são como nós, apenas com uma fasquia divina, estabelecendo um ideal daquilo que nós podemos, queremos e tentamos ser – assim como avisos e cautelas para falsos caminhos e perdição.

Essa fasquia divina é um conceito que, perante as nossas sensibilidades modernas sobre religião, não parecer fazer muito sentido, uma dessas ideias de gentes “primitivas” e “supersticiosas” que nenhuma pessoa moderna e racional pensa duas vezes sobre. No entanto, nós continuamos a carregar essa ideia da fasquia divina dentro de cada um, o potencial para grandeza; ao invés de declararmos ascendência divina aos nossos heróis, atribuímos os seus sucessos ao poder do amor romântico, amizade, pura determinação e força de vontade, ou pelo simples facto de representarem Justiça, Verdade e o Sonho Americano.

Quão diferente é isso de declarar Augustus descendente de Venus ou Hércules o filho de Júpiter? Os antigos tinham uma ideia mais fluida entre mortal e deus, algo que na nossa suposta igualitária sociedade é reciclado numa ideia simples e preciosa: nós podemos ser os nossos ídolos, se trabalharmos o suficiente.

A ideia de fasquia divina é demasiado valiosa para ser rejeitada inteiramente. Jogando com o que aperfeiçoamos nas últimas décadas sobre a mitologia moderna que são histórias de super-heróis, algo muito interessante pode ser criado voltando a examinar os heróis da antiguidade.

O que é importante é não esquecer a razão por qual continuamos a contar estas histórias:

Podemos viver como meros mortais ou ouvir a divindade dentro de cada um de nós que quer fazer de nós heróis.   

 

Não podias ter escolhido um pior ambiente ou período. Entre guerras num raro período de paz?

 

A Primeira Guerra Púnica é a mais mal-amada das três, estando na sombra de Aníbal e da ganância de Cato que guiaram os outros conflitos.

O período interguerra no seguimento da Primeira e da Segunda? Completamente estéril; território desolado. Não é surpresa nenhuma que os Romanos lhe chamassem paz. Se o período tem tão pouco para se falar, porque escolhi eu colocar os Heróis da República nessa altura?

Parte de escolha está num dos temas essenciais para este estudo: identidade. A Gente e o Senado, a cidade e os aliados, todos eles sofreram grandes transformações durante este século. Antes do confronto com Cartago, Roma era apenas o mais forte de vários poderes regionais. Arrastados para a ribalta, o Senado e as Gentes têm que aceitar que são um super-poder emergente e aprender a lidar com isso ou arriscar destruição.

As transformações de Roma e os riscos para a sua identidade. Quanto pode ela mudar e continuar leal a si mesma?

Esta questão encosta um espelho perante as faces dos nossos heróis, gentes que têm que canalizar a sua centelha divina e ao mesmo tempo preservar a sua identidade mortal. É um paralelismo demasiado bom para ignorar, criado por esta escolha temporal.

Com Sardenha, Córsega e Sicília caindo sobre a esfera de influência de Roma, a cidade teve que inventar novas maneiras de governar e proteger outras gentes. As prolongadas batalhas e repetidos falhanços da Guerra Púnica revelaram os limites de um exército de agricultores-guerreiros, lançando dúvidas sobre o papel do exército no futuro da política. A invasão gaulesa que interrompeu os poucos anos de paz da história da República relembrou a Roma quão frágil a sua liberdade e prosperidade eram, obrigando-a a tomar medidas inéditas para criar um tampão entre si e putativos tiranos. Até a face da Cidade mudou: durante estes anos a população aumentou imenso, uma revolução cultural trouxe artes e inovações, casas individuais dando lugar a apartamentos, os famosos banhos tornando-se parte da rotina dos Romanos.

Ideologicamente, Roma e Cartago são dos poucos governos democráticos que restam no mundo: o mundo helenístico está dominado por tiranos, China foi unificada sobre o jugo de um só homem e Índia está numa idade de prata do maior império do mundo. Deviam ser aliadas naturais, contudo, diferenças sobre o significado de liberdade e culturas forçam-nas em conflito: apenas um se pode declarar campeão do mundo livre.

Neste período de tumulto e insegurança, os Heróis da República são precisos mais do que nunca.

Nós sabemos o caminho a que esta estrada conduz.

Mas a viagem? Eu espero torná-la na mais espetacular experiência.

 

 

QUEM SÃO OS HERÓIS DA REPÚBLICA?

“Sempre que possível, ofereça felicidade. Acima de tudo, evite causar sofrimento..”

”Ajudar a todos inclui ajudar-me a mim mesmo.”

“Apenas tu te podes ferir de algum modo significante.”

”A tua única e última asneira foi representar erroneamente as Gentes.”

[A imagem distorcida de um enorme disco prateado atingindo uma montanha de fogo.]

“A melhor coisa sobre os Romanos? Eles aceitam moedas a dupla-face.”